Cristianismo Liquido

Cristianismo Liquido

Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Rm 12:1-2

O Cristianismo em sua versão original é um conjunto de crenças bem sólidas. Essas crenças foram questionadas por toda história e por diferentes expressões filosóficas, tradições religiosas, usos e costumes antigos e modernos, sistemas de governo e governantes e, nunca sucumbiu nem tampouco negociou seus valores e assim, se manteve firme em suas origens por séculos. Talvez, uma das razões para essa “firmeza” seja o fato de o principal sistematizador de suas doutrinas ter sido Saulo de Tarso, depois Paulo apóstolo de Jesus Cristo por chamado especial. Judeu, de origem farisaica, educado na escola de Gamaliel, que foi um dos mais renomados nomes das escolas teológicas judaicas do 1º século.

A Escola farisaica era conhecidamente rígida, exclusivista e nacionalista. Flexibilização não era uma palavra que fazia parte do vocabulário fariseu. Eram reconhecidamente fundamentalistas e foram classificados por Jesus como “Hipócritas” e “Sepulcros caiados” no evangelho de Mateus

“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Mt 23:27

Alguns se arriscam a dizer que, de alguma forma, isso pode ter tido uma relação direta com a maneira que a fé cristã se estabeleceu e não somente sobreviveu, mas avançou consideravelmente nos primeiros séculos da era cristã em meio a um turbilhão filosófico, uma verdadeira salada filosófica greco-romana e um arcabouço doutrinário judaizante, a outra possibilidade é assumir que a mensagem prosperou porque era plano de Deus e o Espirito Santo atuou profundamente, pela “excentricidade” da mensagem para a mente helênica, somente por esse poder o evangelho poderia se expandir. Particularmente fico com a segunda opção, sem, no entanto, desconsiderar a primeira.

Mesmo falando a hedonistas, seguidores de Platão, epicureus e outros, Paulo nunca negociou os princípios do evangelho, nunca procurou adequar essa mensagem a qualquer circunstância que a deixasse mutilada. Dizer. Como já escutei, dizer que Paulo não era ortodoxo é desconhecer Paulo e a sua teologia. Foi essa ortodoxia que o levou por diversas vezes a quase sucumbir e morrer, mas sempre mantendo sua palavra firme e a apresentação de um evangelho ortodoxo, sólido e imutável.

Às mulheres de Corinto disse” não cortem os cabelos, para serem diferenciadas das sacerdotisas prostitutas que serviam nos templos pagão e rapavam suas cabeças, aconselhou também que elas não falassem em público para que, da mesma, forma não fossem confundidas com as líderes religiosas pagãs. Sim Paulo era ortodoxo, deu solidez a mensagem do evangelho, usou de ferramentas de seu tempo, sem negociar os pilares da fé.

Por definição, pelas suas origens e pela sua história a fé cristã é sólida e ortodoxa

Ortodoxia_ interpretação, doutrina ou sistema teológico implantado como único e verdadeiro pela Igreja

Lamentavelmente, mesmo existindo hoje muitos homens e mulheres de Deus que seguem os passos desse gigante de Tarso, que dão solidez a mensagem do evangelho e não negociam seus pilares, surge em nosso  meio evangélico um tipo de cristianismo que, mesmo não apresentando algo necessariamente novo, começa a importar posturas e pensamentos que promovem um cristianismo “adoutrinado”, sem absolutos, amórfico e assim, perdendo sua capacidade histórica de ser referencia par quem busca uma relação verdadeira com Deus .

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman (1925-2017) um dos eminentes teóricos sociais do mundo é o autor do livro Vida Liquida, Zygmunt acreditava que, ao fazer perguntas sobre nossa própria sociedade, ficaríamos mais livres, e alguma forma Isso desenvolve o pensamento que leva a ideia de uma sociedade autônoma que questiona tudo o que é narrado e, sai em busca de novos significados  e assim passa a questionar os valores que estão sendo colocados para todos nós. Alguns que seguem esse pensamento afirmam que não podemos ser escravos de narrativas que estão sendo fabricadas ao nosso redor, perdendo contato com as nossas próprias experiências subjetivas. Advogam que na vida pessoal se vive essa mudança de sólido para líquido diariamente e isso se reflete na economia que antes valorizava um emprego permanente e hoje se entusiasma com uma multiforme expressão profissional que faz de tudo e encontrar algo com o que se possa conformar  parece de pouco ou nenhum interesse. Para Bauman, a vida líquida é uma vida de consumo. Isso se repete em nossas crenças, que estão sujeitos a mudanças. A realidade é dividida em módulos, que muitas vezes parecem pertencer a universos paralelos. Não há um quadro sólido para dar significado às nossas vidas. Para ele, uma vida muito mais líquida parece inevitável. Mas é isso que realmente queremos? Isso é bom para nós?

E a resposta precisa ser clara, definida e objetiva: Não, não é! Especialmente para aqueles (as) que se incluem no grupo dos cristãos. Para um cristão a vida liquida é tudo que se opõe aquilo que Jesus Cristo trouxe em seu evangelho. Em absoluto, não é porque saímos da ortodoxia da lei que entramos em uma graça heterodoxa. A fé cristã é sólida na sua mais profunda origem e assim precisa se manter para que não sucumba ao século. Ser contracultura é ser sólido, é o que está firme e que não se abala.

Paulo quando escreve aos romanos deixa claro que a solidez da fé cristã não se adequa ao estado líquido do pensamento moderno. Ora se ele diz “não tomem a forma do mundo…” devemos prestar atenção a como isso poderia se dar hoje. Venha comigo e raciocine, para se tomar a forma seria necessário estar em um estado que se adeque a essa “fôrma”,  e assim precisaria ser liquido, uma fé sólida não se encaixa na fôrma desse século, assim, não procura se adequar a ele, ao contrário, o “mundo” precisa necessariamente tomar a forma da fé cristã, seguir sua direção e afirmar seus valores. Quando dizemos que “fomos do mundo”, é porque deixamos que Jesus nos preenchesse e nos moldasse aos seus propósitos. Assim é!

Existe hoje um cristianismo líquido que procura, para agradar a todos e a todas as tendências, se adequar a elas. Nele, não há mais absolutos, tudo se relativiza e assim, der maneira ‘liquida”, se encaixa em toda e qualquer proposta mundana. Esse cristianismo líquido usa como base, equivocadamente, e fora de todo contexto, a máxima bíblica que devemos fazer de tudo para estar em paz com todos (Rm 12:28). Eu diria que ele se agarra muito mais ao ditado popular que quer agradar a gregos e troianos, e quem conhece um pouco de bíblia e de história sabe dessa impossibilidade. Quem assim age, desagradará a Deus.

O Cristianismo líquido não é escriturístico e assim se perde em valor e conteúdo. A sua liquidez gerou uma gama de pregadores que agora dizem o que querem em uma hermenêutica tão frágil quanto suas mentes vazias. Uma das maiores falácias escutei de um jovem pastor brasileiro quando disse: “se precisou ser Jesus para morrer em seu lugar, é porque você é muito importante, você é igual a Jesus”. Numa absurda inversão de papeis ele nos tirou do estado de miserabilidade, imperfeitos, pecadores, maus. Em uma frase ele dizia que não foi porque meu pecado era tão grande que precisava alguém como Jesus e sim que eu era tão importante quanto Jesus…

O cristianismo líquido é tradicional, mas é pentecostal, é reformado e carismático… não importa, ele se adequa a sua melhor forma e a sua maior conveniência. Ele jamais entra em uma “bola dividida”, afinal de contas, não quer ferir ninguém. Não, Jesus não foi assim, ele dividiu quando foi necessário, questionou quando necessário, exortou, advertiu e repreendeu, quando necessário.

Faça uma análise de seu cristianismo e veja quão liquido ele é…

Pela Palavra e por nada mais!

Pela Palavra e por nada mais!

A igreja de Jesus Cristo é uma família, querendo ou não, se você confessa a Jesus como único Senhor e Único salvador, você é da família do Pai celestial. Veja o que Paulo diz aos efésios

Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, Ef 2:19-20

Assim, a unidade dessa família deve ser vista, deve ser algo concreto, quase que palpável. Como toda família podemos ter algumas diferenças, mas elas são periféricas e o Credo apostólico, um dos mais antigos documentos da fé cristã veio para ser nosso primeiro “estatuto” e dizer o que une o nosso povo e nos faz ser Família de Deus.

Amo a igreja, amo essa família e mesmo em meio a essas diferenças, que existem em toda família, sempre sairei em defesa dela e dos que são meus irmãos e irmãs. Nunca me associarei com o pensamento desse “século” para me dissociar dos valores dessa família, nunca me omitirei para preservar uma pretensa imagem pessoal, a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada é, e será sempre, meu ponto de partida.

Se você é parte dessa família, deve aprender algo, zelar por ela e não a expor e denegri-la quando alguns de seus irmãos pensarem diferente de você. Se você não faz isso com seus irmãos de sangue, por quê haveria de fazer com os seus irmãos(ãs) no precioso sangue de Cristo? Ao contrário devo sair em defesa, me pronunciar e se possível, e de todas as formas proteger meu irmão(ã) dos odiosos que tentarem macular sua pessoa.

Certa vez, quando eu morava em Israel e o país estava em um forte conflito (guerra) no sul do Líbano, tive uma experiência marcante. Havia um movimento chamado shalom archav que em hebraico significa PAZ Agora! Houve uma grande mobilização pedindo a paz e uma manifestação convocada para Tel Aviv. Lembro, como se fosse hoje, todos nós em vários ônibus, se cruzando pelas estradas e cantando hinos de paz em direção a Tel Aviv, muito emocionante aquilo. Foram mais de 300 mil pessoas naquela noite clamando Paz agora! Na saída antes de embarcarmos no ônibus um membro do kibutz onde eu morava e amigo, me perguntou: “Miguel, por que você vai a essa manifestação? Você nem é judeu! “ Tive a oportunidade então de dizer a ele algo que o pastor Luterano Martin Niemöller, que viveu o horror do nazismo disse no início do período pós-guerra quase como uma autoconfissão e, que dentre as versões, a mais conhecida no Brasil talvez seja a citação abaixo:

“Quando os nazistas vieram buscar os comunistas, eu fiquei em silêncio; eu não era comunista.

Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu fiquei em silêncio; eu não era um social-democrata.

Quando eles vieram buscar os sindicalistas, eu não disse nada; eu não era um sindicalista.

Quando eles buscaram os judeus, eu fiquei em silêncio; eu não era um judeu.

Quando eles me vieram buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar.”

Faço questão de dizer a você que partilha comigo o sangue de Cristo, que afirma os credos históricos e se declara cristão, que pretendo nunca repetir esse “poema”, nunca precisar fazer essa “auto confissão” por ter deixado um irmão(ã) meu (minha) na trincheira levando balas de qualquer tipo… isso, para não ter que começar outro poema desse tipo assim

Quando vieram buscar os batistas, eu fiquei em silêncio; eu não era batista.

Quando eles prenderam os calvinistas, eu fiquei em silêncio; eu não era um calvinista.

Quando eles vieram buscar os que se posicionaram contra os horrores e as injustiças, eu não disse nada; eu fiquei quieto para não me comprometer.

Quando eles buscaram os que afirmavam a verdade da Bíblia, eu fiquei em silêncio; afinal de contas, eu as afirmo de outra forma…

Quando eles vieram me buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar.” E eu fui levado aos tribunais

Espero quem nunca seja necessário, mas se você é meu irmão na fé e em Cristo Jesus partilha da mesma família, saiba quem sempre que souber me levantarei para defender você, você não ficará só na trincheira da vida

A Deus toda glória e dÊle toda misericórdia

++Miguel Uchoa

7 verdades a que se apegar durante a crise do COVID-19 Por Rick Warren

7 verdades a que se apegar durante a crise do COVID-19 Por Rick Warren

As últimas semanas foram cheias de mudanças sem precedentes em nossas vidas e em nossos ministérios. Sei que muitos pastores estão tentando descobrir como ministrar em um período de distanciamento social, como servir as populações de maior risco em nossas comunidades e como sustentar os ministérios à medida que o dízimo e as ofertas diminuem.

Nenhum de nós foi treinado para fazer isso. Nunca ministramos uma epidemia como a COVID-19 antes. O medo está em toda parte. Tenho certeza que você também está lutando com isso.

Em momentos como esse, precisamos nos apegar a verdades que não mudam. Pastor, você conhece essas verdades. Você provavelmente já os pregou várias vezes antes. Mas em tempos de crise, é realmente importante lembrar dos fundamentos. A Bíblia enfatiza a obtenção dos fatos antes que você tome as principais ações em sua vida.

Aqui estão sete fatos para compartilhar com sua congregação:

Nem tudo que você ouve é verdade. Nem todo mundo com uma opinião na Internet, televisão e mídia social sabe do que está falando. Você precisa ser seletivo com quem ouve durante esse período. Muitas pessoas nos próximos dias terão suas próprias agendas – financeira, política etc. – para esta crise. A Bíblia diz em Provérbios 13:16: “O homem prudente sempre age com conhecimento” (NVI). Em outras palavras, aja por conhecimento e não por medo. Torne uma prioridade obter seus fatos de pessoas confiáveis.
Nem todo mundo corre o mesmo risco nessa pandemia. A história do COVID-19 é muito clara. Pessoas com mais de 60 anos e pessoas com condições pré-existentes são as mais vulneráveis. Se você estiver nessas categorias, tenha cuidado. Sei que, como pastor, você quer servir sua congregação. Você precisa procurar maneiras seguras de fazer isso. Seja fiel, mas não tolo.Isto vai passar. A Bíblia nos diz que haverá provações. Primeiro Pedro 4:12 diz: “Queridos amigos, não se surpreenda ou fique chocado por você estar passando por testes que são como andar no fogo” (CEV). Estes são tempos difíceis, mas não durarão para sempre. Precisamos fazer o que os profissionais de saúde recomendam. Precisamos tomar as ações de senso comum que diminuirão a propagação deste vírus. Não precisaremos fazer essas alterações para sempre. Nossas igrejas se reunirão novamente.

Concentre-se no que é imutável, não no que está mudando. Haverá muitas mudanças em seu mundo, sua comunidade e seu ministério nas próximas semanas. É seguro dizer que você nem conhece todas as mudanças que essa pandemia terá sobre você e sua comunidade. Você fará coisas para servir sua comunidade e sua congregação com as quais nunca sonhou um ano atrás. Seja flexível, mas lembre-se do que não mudou. A Bíblia diz: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13: 8). No meio de toda essa mudança, você pode contar com essa verdade. Você também pode saber que o amor de Deus por você e sua comunidade nunca mudou. O chamado de Deus para sua vida não mudou. Não deixe que todas as mudanças façam você perder de vista tudo o que ainda é o mesmo.

Deus passará por isso com você. Este vírus não surpreendeu a Deus. Ele passará por tudo isso conosco. Você pode se sentir sozinho às vezes. Você pode sentir que ninguém entende as demandas do ministério que estão sobre você agora. Mas nunca estaremos sozinhos. Convido você a se lembrar de Isaías 43: 2 durante esse período: “Quando você passar pelas águas, eu estarei com você; e quando você passa pelos rios, eles não o varrerão. Quando você anda pelo fogo, não será queimado; as chamas não o incendiarão ” (NVI). Concentre-se nessa verdade e não em todo o barulho da Internet no momento. Isso substituirá sua preocupação pela adoração.
Este não é o fim da história. A Bíblia diz: “Em tempos de angústia, Deus está conosco e, quando somos derrubados, levantamos de novo. . . porque sabemos que Deus ressuscitou o Senhor Jesus ” (2 Coríntios 4: 8, 14 CEV). A Páscoa nos lembra que vencemos, não importa o que aconteça. Mesmo que esse vírus tire nossa vida, iremos diretamente à presença de Deus. Nesse dia, toda a nossa dor, doença e tristeza terminarão. Não haverá um vírus COVID-19 no céu. Não sabemos o que o futuro reserva, mas sabemos quem o mantém.

Deus quer usar nossas igrejas para ajudar os outros. Eu sei que sua igreja está passando por um desafio incrível agora. Mas Deus não quer apenas levar sua igreja através desta crise. Ele não quer apenas que sua igreja sobreviva durante esse período. Ele quer que prospere. Essa é a diferença entre como lidamos com a dor como crentes e como o mundo o faz. A igreja vê todas as necessidades do mundo como uma porta aberta para o ministério. Estou rezando para que sua igreja inicie muitos novos ministérios nesses dias difíceis. Hoje você nem conhece os tipos de desafios que sua comunidade enfrentará, mas Deus sabe. Será uma oportunidade para as igrejas brilharem.

Estou orando por nossas igrejas. Este vírus não apareceu em Deus. Não vai parar a igreja. O próprio Jesus nos lembra que “todos os poderes do inferno não conquistarão” a igreja (Mateus 16:18).

Descanse nessa verdade

Pr Rick Warren

Uma Igreja Sacramental

Uma Igreja Sacramental

sacramento

A Igreja de Jesus Cristo é, em seu todo, uma Igreja Sacramental. Se considerarmos a palavra sacramento em sua etimologia ela traz um claro e indiscutível significado, se considerarmos a religiosidade e os significados que foram adotados ao longo dos séculos, se torna uma polemica. Há um problema aqui com as tradições eclesiásticas. Por conta delas, alguns grupos rejeitam o uso do termo por não desejarem serem identificados como parte desse ou daquela tradição cristã, mesmo que utilizem eles  um termo paralelo que traz um significado semelhante. Algo que somente a idiossincrasia humana pode explicar. Na raiz, a palavra sacramento traz os seguintes significados:

Sacramentum_ De latin. Sacer (sagrado), sacrare (dar caráter sagrado a, consagrado a){…} processo civil; juramento militar; juramento; Lat. Eclesiástico: segredo, a revelação do evangelho; mistério; santo ministério. [1]

No uso antigo traz a ideia de Juramento; ação de jurar, de prometer solenemente. A tradução do grego traz a palavra Mystêrion mas não tem a conotação de mistério, no sentido de misterioso ou segredo. Seu sentido é oculto, inefável, grandioso, incompreensível. O plural de mystêrion é mystêria. Por isso, algumas confissões cristãs usam o termo “Santo mistério”

Algumas confissões reformadas usam a expressão “ordenança” para o batismo e a ceia do Senhor. O que se alinha com o pensamento histórico das denominações pré-reformadas e da igreja indivisa como o catolicismo romano, o anglicanismo e a igreja ortodoxa, mesmo entendendo-se que cada uma dessas tem uma compreensão particular, mas que isso não leva a descaracterização do termo na sua mais remota origem.

A definição de sacramento, dadas por Agostinho de Hipona é que eles são sinais visíveis de uma graça invisível e que deveriam ter sido instituídos diretamente por Jesus Cristo.  Ainda Segundo Agostinho um sinal é tudo aquilo que, além de atuar por si em nossos sentidos, nos leva também ao conhecimento de outra coisa concomitante. Segundo ele, os Sacramentos pertencem à categoria dos sinais, porque nos mostram exteriormente, por certa imagem e semelhança, o que Deus opera interiormente, em nossa alma, pelo Seu poder invisível.

A Reforma trouxe a consciência de que os únicos instituídos diretamente por Jesus Cristo foram a Ceia do Senhor (Eucaristia) e o Batismo. Algumas confissões reformadas consideram os demais “sacramentos” como rito sacramentais, que mesmo não tendo sido instituídos por Cristo tem o “peso” da Igreja e contém princípios bíblicos valorosos que podem ser incluídos o conceito de “missão sacramental” sendo eles, a confirmação (profissão de fé), Penitencia, unção (oração) pelos enfermos, ordens e o casamento. Os dois últimos especialmente têm um mandato bíblico claro que envolve diretamente a missão da igreja. (Tito 1:7; 1 Tm 3:2; Gn 23:24)

O ser humano é o sinal mais perfeito da Criação. Ele é um ser sacramental porque foi criado à imagem e semelhança do próprio Deus. Todos os outros sinais, para serem entendidos, supõem um relacionamento em profundidade entre o homem, o mundo e Deus.  O ser humano é o destinatário da missão da Igreja. Evangelizado se torna, ele próprio, sinal de Jesus Cristo em meio ao mundo.   A igreja der Jesus Cristo, é a extensão do próprio Cristo a sua face perceptível nesse mundo e tem como propósito a mesma missão de Jesus, mostrar a face do Pai. Conhecida como seu corpo místico, ela tem como membresia todos aqueles que introduzidos nela pelo batismo (sacramento) formam um corpo, um sacerdócio santo e, sua mais profunda e pertinente marca é a sua ação missionária que prega o arrependimento e a aceitação do sacrifício de Cristo como único meio de graça para a salvação e isso, sem qualquer sombra de duvidas é parte de sua missão sacramental.

A face sacramental da igreja realiza a missão de Jesus. E, como dissemos, o batismo vai ser parte precisa dessa missão pois tem como prerrogativa não ser apenas um rito de passagem e sim, envolver  o ensino e o multiplicar discípulos, cumprindo a grande comissão que considero a mais sacramental das missões a saber, cumprir o maior desejo do Pai, “que nenhum se perca”. (Mt 18:14; Jo 6:39). A Missão de levar as pessoas a Cristo, ensiná-las e batizá-las é a missão de cada membro da igreja e assim entra na perspectiva da missão sacramental.

É importante esclarecer que a missão sacramental ou o fato de nossa igreja ser uma igreja sacramental, nada tem a ver necessariamente com o caráter solene, litúrgico ou formal das celebrações. Podem existir comunidades que se expressam dentro de uma perspectiva litúrgica bem (pesada, formal, solene etc.) e ao mesmo tempo não tenha nenhum envolvimento com a missão sacramental. Ao mesmo tempo que igrejas sem uma tradição litúrgica histórica e de expressão mais contemporânea podem estar totalmente envolvidas coma missão sacramental. Resumindo isso posso dizer que o conceito de “Missão Sacramental” ou igreja sacramental, não é necessariamente igual a igreja litúrgica ou tradicional.

A Missão sacramental se expressa nas palavras de Jesus em Mateus 28:18-20 sendo esse o maior sinal de que a igreja está associada com o sentido real do que significa sacramento, ordenança, mistério. A Igreja sacramental entende que no batismo somos inseridos no corpo e convocados, como membros desse corpo, a cumprir os propósitos de Deus. Ela se vê como instrumento e meio e nunca como fim em si mesmo. Na Ceia do Senhor (eucaristia) ela entende que este sacramento nos faz relembrar o sacrifício e celebrar a ressurreição do Senhor Jesus e, em nenhuma hipótese pode deixar que tudo isso seja em vão. Assim, ela entende que sua missão está totalmente envolvida com esses sacramentos e que eles são também a fonte de sua inspiração.

Miguel Uchoa

Arcebispo e Primaz

Igreja Anglicana no Brasil

Bispo Diocesano de Recife

Reitor da PAES

[1] Arnaldo Schuler_ Dicionário enciclopédico de teologia.

Comunicado do Conselho de Primazes do GAFCON

Comunicado do Conselho de Primazes do GAFCON

 

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Se o Senhor não edificar a casa, os que a construírem trabalharão em vão. A menos que o Senhor cuide da cidade, o vigia fica acordado em vão. Salmo 127:1

Introdução:

Como Arcebispos e Primazes da Comunhão Anglicana, viemos a Sydney, Austrália, para oração, adoração e comunhão. Estavam também presentes os líderes de nossos capítulos regionais e trabalhamos juntos para apoiar o ministério de nosso povo. Nossas províncias e capítulos representam 50 milhões dos 70 milhões de anglicanos ativos da Comunhão. Agradecemos a generosa hospitalidade do Arcebispo Glenn Davies e da Diocese Anglicana de Sydney que nos recebeu.

Nosso foco principal esta semana foram as grandes tarefas da missão e evangelismo. Como uma irmandade global, estamos singularmente posicionados para apoiar uns aos outros no ministério para um mundo onde a imigração em massa e a globalização estão reformulando nossos países. Há bilhões que nunca ouviram as Boas Novas de Jesus Cristo e o campo está maduro para a colheita. Neste novo mundo todo crente tem um papel na pregação de Cristo fielmente às nações. Há ainda mais quem ouviu, mas não entendeu. Em muitas situações, o principal desafio não é a ignorância, mas a incredulidade. Pedimos a vocês que se juntem a nós em oração para um novo derramamento do poder do Espírito Santo para penetrar nos corações e mentes daqueles que ainda não creram.

Transições de Liderança 

Nosso tempo juntos começou na segunda-feira à noite quando nos reunimos para o jantar. Agradecemos pelo trabalho sacrificial de nossa equipe de liderança: o arcebispo Nicholas Okoh, da Nigéria (presidente), o arcebispo Stanley Ntagali, de Uganda (vice-presidente) e o arcebispo Peter Jensen, da Austrália (secretário geral). Pela graça de Deus, durante esta última temporada de nossa vida juntos, suas mãos firmes nos guiaram, e por causa de sua fidelidade, temos visto o movimento crescer de força em força.

Instalamos o Arcebispo Foley Beach, da Arcebispo e Primaz da Igreja Anglicana da América do Norte, como o novo Presidente do Conselho dos Primazes e nos reunimos em torno dele para um tempo de oração e comissionamento. Esta foi a primeira reunião do Conselho para o Arcebispo Ben Kwashi da Nigéria, o Secretário Geral, que assumiu este cargo em janeiro. Os Arcebispos Beach e Kwashi dividiram a presidência da reunião e também elegemos o Arcebispo Laurent Mbanda, de Ruanda, para servir como Vice-Presidente do Conselho. Por favor, junte-se a nós em oração enquanto eles nos guiam nos próximos anos.

Além disso, foi uma alegria dar as boas vindas ao Arcebispo Jackson Ole Sapit, Primaz do Quênia, ao Conselho dos Primazes.

Crescimento das Redes

Nosso compromisso comum com o evangelho nos fornece a energia e a liberdade necessárias para a missão. Nossas redes de base estão fazendo um trabalho emocionante em nove áreas diferentes e ouvimos atualizações sobre o progresso de cada uma delas. Regozijamo-nos por ver as redes trabalhando juntas para cumprir nosso compromisso em Jerusalém no ano passado “de proclamar Cristo fielmente às nações”.

Nosso trabalho em toda a sua variedade é fortalecido pela oração através dos tópicos diários fornecidos pela Rede de Oração e nos alegramos em ver como as redes já estão trazendo um novo ímpeto. Na Nova Zelândia, a Força-Tarefa de Advogados aconselhou sobre a Constituição e os cânones de uma nova diocese anglicana, enquanto a estratégia de missão foi enriquecida tanto na Nova Zelândia quanto na Irlanda, consultando a rede de plantação de igrejas.

Na América Central e do Sul, a Rede de Plantação de Igrejas está trabalhando com a Igreja Anglicana no Brasil para estabelecer novas igrejas em áreas além do Brasil, onde o testemunho anglicano foi comprometido.

Vemos a Rede de Parcerias da Missão Global sendo um catalisador para novas iniciativas evangelísticas, especialmente na África Oriental. A liderança em torno da Comunhão está sendo fortalecida através do Instituto de Treinamento dos Bispos, que agora tem uma rede de mais de cem bispos que se beneficiaram dessas conferências de treinamento.

Através da Rede de Desenvolvimento Sustentável, trabalhando em conjunto com as agências anglicanas parceiras e a liderança da igreja local, um generoso financiamento foi levantado para alívio de emergência e recuperação em Moçambique após o desastre do ciclone Idai em março. Também ficamos satisfeitos em saber que a Rede de Ministérios da Juventude e da Criança lançou recentemente uma plataforma on-line para o compartilhamento de recursos de ensino e adoração para equipar líderes que têm a tarefa vital de transmitir a fé para uma nova geração.

No início deste ano, alguns de nós nos encontramos em Dubai e tivemos a alegria de compartilhar a comunhão com anglicanos fiéis em situações restritas. Eles solicitaram que uma rede para apoiar aqueles em circunstâncias semelhantes fosse desenvolvida. Afirmamos entusiasticamente este desejo e a Rede da Igreja Sofredora nos permitirá compartilhar do sofrimento daqueles que demonstram tal resiliência e até alegria diante de severas provações.

Estamos profundamente angustiados e tristes com os terríveis ataques recentes no Sri Lanka, especificamente contra cristãos, e as lesões resultantes e trágicas perdas de vidas. Nós nos solidarizamos com nossos irmãos e irmãs em Cristo que foram atacados. Nós também oramos por aqueles que perpetram tais ataques, e oramos para que eles cheguem ao arrependimento. Agradecemos a resposta robusta do governo do Sri Lanka e suas medidas para proteger todos os cidadãos amantes da paz da nação insular.

Lambeth 2020 

Fomos lembrados das palavras de Jeremias 6:14: “Eles curaram a ferida do meu povo de ânimo leve, dizendo: ‘Paz, paz’, quando não há paz.” No ano passado, em Jerusalém, nossos delegados pediram que não participássemos da Lambeth 2020 se a ordem divina na Comunhão não tiver sido restaurada. Eles respeitosamente apelaram ao Arcebispo de Cantuária para efetuar as mudanças necessárias que estejam dentro de seu poder e responsabilidade.

Ainda não recebemos uma resposta do Arcebispo de Cantuaria. Observamos que, como está atualmente, a conferência deve incluir províncias que continuam a violar a Resolução I.10 de Lambeth, colocando a própria conferência em violação de sua própria resolução: não manter a fidelidade no casamento e legitimar práticas incompatíveis com as Escrituras. Essa incoerência rasga ainda mais o tecido da Comunhão Anglicana e mina as bases para a reconciliação.

Conferência dos Bispos Gafcon de 2020 

Por um lado, não temos interesse em tentar rivalizar com Lambeth em 2020. Por outro lado, não queremos que nossos bispos sejam privados de comunhão fiel enquanto esperamos que a ordem na Comunhão seja restaurada. Por isso, decidimos convocar uma reunião de bispos da Comunhão Anglicana em junho de 2020. A conferência será planejada principalmente para aqueles que não estarão presentes em Lambeth, mas todos os bispos da Comunhão Anglicana que subscreverem a Declaração de Jerusalém e A Resolução de Lambeth I.10 são convidados a participar neste período de ensino, adoração e comunhão. Nos encontraremos de 8 a 14 de junho em Kigali, Ruanda, e seremos recebidos pelo Arcebispo Laurent Mbanda e pela Igreja Anglicana de Ruanda.

Relatórios dos capítulos

Recebemos atualizações de cada uma das nossos capítulos do Gafcon. Um fio comum ao longo destes relatórios foi o conforto que cada um expressou em saber que eles não estão sozinhos.

Nova Zelândia

Com a recente decisão do Sínodo Geral da Igreja Anglicana de Aotearoa, Nova Zelândia e Polinésia de permitir a bênção de casamentos entre pessoas do mesmo sexo e uniões civis, agradecemos pelas pessoas e igrejas que permaneceram fiéis e corajosas nestas ilhas. Apoiamos aqueles que, em sã consciência, se sentem incapazes de permanecer dentro de uma Igreja que tenha tomado tal decisão. Afirmamos a criação de uma nova diocese e reconhecemos como autenticamente anglicanos. Esta nova diocese os manterá dentro da Comunhão Anglicana e eles se relacionarão diretamente com o Gafcon. Também afirmamos a consagração de um novo bispo para supervisionar e apoiar a nova diocese.

Europa e Reino Unido

As províncias anglicanas nesta região ficaram confusas e comprometidas pelas ondas de mudança cultural. Somos encorajados pela crescente adesão da Gafcon UK. Como dissemos em 2017, “Acreditamos que a complexidade da situação atual na Europa não admite uma solução única. Cristãos fiéis podem ser chamados para diferentes cursos de ação. Abençoamos aqueles cujo contexto e consciência os levaram a permanecer e disputar a fé dentro das estruturas atuais. ”Ao mesmo tempo, aprovamos a criação de um distrito missionário para a Europa, a fim de promover o trabalho do evangelho, atendendo às necessidades dos cristãos. o crescente número de congregações anglicanas fora dessas províncias.

África do Sul

Nós ouvimos de anglicanos na África do Sul que estão tomando medidas para construir a unidade entre os fiéis no país. A liberdade religiosa e a liberdade de associação estão sendo ameaçadas na sociedade sul-africana. A fluência do compromisso, tanto na sociedade sul-africana em geral como na Igreja Anglicana da África Austral em particular, tem sido constante. Após décadas de estranhamento, membros da Igreja Anglicana Evangélica Reformada da África do Sul (REACH-SA) e membros fiéis da Igreja Anglicana da África do Sul estão se unindo. Eles relataram que a Conferência de Jerusalém foi uma poderosa oportunidade para aprofundar sua comunhão.

Austrália

As questões de liberdade religiosa que afetaram a África do Sul também afetaram a vida secular e religiosa da Austrália. O Sínodo Geral da Igreja Anglicana da Austrália se reunirá novamente em 2020, e é provável que alguns se esforcem para redefinir o casamento. O Gafcon Austrália está trabalhando para manter a fidelidade bíblica de sua província nas questões de sexualidade e ordem da igreja. Também ouvimos relatos encorajadores da irmandade entre o Gafcon Austrália e a FCA Nova Zelândia, uma vez que se apoiaram mutuamente no último ano. Sua parceria tem sido um modelo de comunhão regional que recomendamos ao movimento mais amplo.

Gana

Em 2008, o Primaz da África Ocidental, o Most Rev. Justice Offei Akrofi, foi um dos membros fundadores do movimento Gafcon. Os membros da Igreja da Província da África Ocidental estiveram presentes em cada uma das Conferências (GAFCON). A Diocese de Sunyani assumiu agora a liderança no desenvolvimento do Capítulo oficial do movimento em Gana. Um conselho de sete membros foi formado sob a liderança do Bispo Festus Yeboah Asuamah.

Irlanda

A filial irlandesa, lançada em Belfast há pouco mais de um ano, está concentrando seus esforços na educação teológica e na plantação de igrejas. Em dezembro, mais de 50 estagiários do clero e do ministério participaram de um internato de 48 horas sobre o anglicanismo reformista e, no início de 2019, mais de 180 participaram de um curso de três semanas em Teologia Bíblica. As fundações para uma nova iniciativa de plantação de igrejas estão sendo postas em prática e detalhes específicos sobre pessoal e localização devem ser concluídos até o final de 2019. Preparativos também estão sendo feitos para uma grande Convenção Bíblica em abril de 2021 para leigos e clérigos.

Mulheres no Episcopado 

Os Primazes receberam o Relatório Provisório do Grupo de Trabalho sobre Mulheres no Episcopado, resultado de um estudo abrangente de quatro anos, e afirmaram sua recomendação de que “as províncias de Gafcon devem manter a prática histórica de consagração somente de homens como bispos até e a menos que um forte consenso para mudar emerge após a oração, consulta e estudo contínuo das Escrituras entre a irmandade Gafcon. ”Autorizamos a Força-Tarefa a continuar esta consulta.

Conclusão

Gafcon é um movimento “para guardar e proclamar a verdade imutável em um mundo em mudança”. Como ouvimos esta semana, muitos ao redor do mundo estão sendo jogados de um lado para o outro por ondas de confusão, e soprados pelo vento da última moda. falsa doutrina. Muitos estão em necessidade desesperada de Jesus, que é o único que pode trazer salvação. Por favor, levante sua Igreja diariamente em suas orações, ore por nós enquanto procuramos liderar, e junte-se a nós em proclamar Cristo fielmente às nações.

Primazes

Revmo. Foley Beach (Presidente) América do Norte

Revmo. Laurent Mbanda (Vice-Presidente); Ruanda

Revmo. Zacharie Masimango Katanda; Congo

Revmo. Stanley Ntagali; Uganda

Revmo. Nicholas D. Okoh; Nigéria

Revmo. Jackson Nasoore Ole Sapit; Quênia

Revmo. Stephen Than Myint Oo; Myanmar

Revmo. Miguel Uchoa; Brasil

Revmo. Gregory James Venables; América do Sul

Revmo. James Wong; oceano Índico

Revmo. Tito Zavalla; Chile

 

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