Bispo de Durham Justin Welby é indicado como 105º Arcebispo de Cantuária.

Bispo de Durham Justin Welby é indicado como 105º Arcebispo de Cantuária.

A declaração do Bispo de Durham Justin Welby quando soube da indicação foi a seguinte “ Eu Creio que ninguém pode estar mais surpreso do que eu como resultado desse processo.  Tem sido uma “experiência” ler a meu respeito mais do que eu mesmo sei. Ser indicado para Cantuária é ao mesmo tempo algo de grande pressão e surpreendente. A pressão vem pela posição daqueles a quem eu sigo e da responsabilidade que isso significa surpreendente porque é algo que eu nunca imaginei acontecer.”
Com Essas palavras o Bispo Welby explicou o seu sentimento para esse importante momento em sua vida, para a Igreja da Inglaterra e para toda a Comunhão Anglicana.
Não é novidade para ninguém a crise que a Comunhão Anglicana vive nos dias de hoje por conflitos morais e teológicos e pelo que envolve esses dois aspectos da Fé Cristã. Como Comunhão, somos hoje bastante fragmentados. O que eclodiu com a eleição e sagração de um Bispo homossexual praticante pela Igreja Episcopal dos Estados Unidos (TEC) foi uma crise causada por uma minoria liberal que, por ser detentora de poder político institucional levou a maioria teologicamente ortodoxa e “confessante” a sofrer pressões e fragmentações dentro das 38 províncias da Comunhão Anglicana.
O Período liderado pelo Arcebispo Rowan Williams foi um dos mais desastrosos para a unidade dessa Comunhão de quase 80 milhões de cristãos anglicanos. Aos poucos, a inércia nas decisões e posicionamentos foi dissolvendo os históricos e tradicionais instrumentos de unidade Comunhão.
A Conferência de Lambeth foi esvaziada pela maioria dos bispos ortodoxos e confessantes e o encontro passou a não discutir os temas mais importantes que envolvem a Comunhão nos últimos anos. O chamado processo “Indaba” que traz a idéia de diálogo e conversação, se tornou algo permanente e uma excelente forma de não tomar qualquer decisão. O processo continua e a Comunhão vai se fragmentando, por sua vez o Arcebispo não toma qualquer atitude e entrega seu posto deixando esse instrumento histórico de unidade em frangalhos.
A reunião dos Primazes, desde 2007 em Dar es Salaam, Tanzania, foi esvaziada e perdeu seu propósito e no ultimo encontro em Dublin, Irlanda apenas 23 das 38 províncias estavam representadas, os ausentes, protestaram contra a presença dos liberais norte americanos e canadenses mesmo alguns deles alegando outras razões. Desde então, decisões não são tomadas e o “indaba” continua se mostrando ineficaz e deteriorante.
O Conselho Consultivo Anglicano, perdeu o Status de ser o eixo da Comunhão, lugar de decisões e resoluções significativas. A suspensão dos delegados Canadenes e Norte Americanos parece nunca ter sido levada a sério, eles detém o poder financeiro, ao ponto de nesta ultima reunião que acaba de acontecer na Nova Zelandia a Bispa Primaz da TEC Jefferts Schori e seu marido ter sido convidada para um assento de destaque em uma grande cerimônia em Auckland junto das principais autoridades em detrimento de outros líderes cristãos e bispos e leigos membros do CCA.
Por fim esse período liderado por Rowan Williams foi marcado por um suicídio institucional da própria função do Arcebispo de Cantuáriaque ainda era um elo de unidade até George Carey. Hoje, pelo seu silêncio, passividade e até desmoralização pública promovida pela TEC, o Arcebispo de Cantuária não corresponde mais a nenhuma expectativa, ele conseguiu desfazer esse instrumento histórico de unidade.
Nesse contexto surge o GAFCON, a conferência que reúne em Jerusalém ( 2008) centenas de Bispos, clérigos(as) e leigos(as), se torna para muitos uma alternativa à Conferência de Lambeth, e produz a Declaração de Jerusalém da qual nós somos signatários, reafirmando os valores cristãos, as decisões e resoluções da Conferência de Lambeth 1998, especialmente a resolução sobre sexualidade humana 1.10 que reafirma o casamento como a união entre um homem e uma mulher e o sexo como sagrado e reservado para o casamento. O GAFCON gera a FCA ( Fraternidade dos Anglicanos Confessantes) que hoje se tornou o instrumento de Unidade das províncias anglicanas ortodoxas e que possui um Conselho de Primazes com 12  bispos e arcebispos.
Aqui nós entramos. A Diocese de Recife, em atitude histórica e irrevogável toma a decisão de deixar a IEAB pela impossibilidade de seus líderes clericais, leigos e de seu bispo diocesano de conviverem com o liberalismo teológico que se alinhava com os escândalos mundiais aqui citados. Sofremos muito com tudo isso, mas resistimos firmemente e depois de um longo deserto ou quem sabe de um mar de tormentas encontramos um Porto Seguro, sendo reconhecidos pelo GAFCON/FCA como uma Diocese Anglicana Extra Provincial. Nosso maior elo de unidade hoje, junto com mais da metade da Comunhão Anglicana chama-se GAFCON/FCA.
Surge uma luz no fim do túnel com a indicação do novo Arcebispo de Cantuária? Claro que nós nunca desistiremos da Comunhão Anglicana, nunca deixaremos de orar pela sua reestruturação, pelo redirecionamento de suas posições e pelo fim do infindável processo de “indaba” se transformando em atitudes práticas que possam colocar a Comunhão nos seus eixos históricos novamente.
O Bispo John Welby é conhecido comom um líder evangelical, conservador, defensor da declaração da Camara dos Bispos da Igreja da Inglaterra que defende a resolução de Lambeth 1.10 de 1998 e o casamento nos moldes da tradição judaico cristã.1 além de outyros posicionamen tos teológicos e éticos históricos. Foi membro e líder leigo na Igreja Holy Trinity Brompton, a principal igreja evangélica/carismática anglicana hoje na Inglaterra. Convertido a Cristo e que deixou o cargo de executivo da maior empresa britânica de petróleo para seguir o ministério pastoral. Esses fatos e outros mais sobre a sua personalidade, visão e ministério nos anima sim a ter expectativas quanto ao futuro da Comunhão Anglicana.
No entanto, creio que a nossa atitude hoje, depois de vivermos tudo que vivemos, é de cautela, oração e manutenção de nosso foco em nossa relação com as nossas igrejas parceiras do GAFCON/FCA, esse continua sendo o nosso maior instrumento de unidade, são essas igrejas que estão nos apoiando, nos dando supervisão pastoral, estratégica, “comprando” a nossa causa.
Fico muito feliz com a indicação do Bispo Welby, nutro esperanças de um futuro melhor para a Comunhão (nunca deixei de nutrir), mas meu foco está em levar a Diocese de Recife a viver seu momento de PAZ tão desejado e buscado, e que hoje conseguimos alcançar. Somos uma Diocese Anglicana, Evangélica/Carismática, Missionária, em comunhão com a maior parte da Igreja Anglicana no globo, respeitada nacional e internacionalmente, vivendo a plenitude de sua ação missionária e experimentando um novo momento que como disse, tanto desejamos e que dele devemos desfrutar em plenitude.
Ter alguém com o perfil do Bispo Welby na Sé de Cantuária significa para nós e para a Comunhão um grande avanço diante de tudo que essa Comunhão tem vivido. Mas nós, continuamos marchando em frente e de joelhos intercedendo pela mão de Deus sobre essa Igreja, a quem tanto amamos, e sobre a difícil tarefa que o Bispo Welby tem pela frente.
 
Miguel Uchoa

 

Democracia, eu quero uma pra viver!

Democracia, eu quero uma pra viver!

 Acabamos de ter em nosso Estado e ainda teremos em algumas partes do Brasil a continuidade das eleições municipais. Mais uma vez a “democracia” foi exercida, pelo menos é isso que dizem os especialistas, parte da mídia e principalmente os caciques dos partidos políticos em todo país. Esse tipo de democracia interessa muito a eles de maneira particular.
     A democracia no Brasil ainda tem muito que caminhar, afina der contas ainda somos reféns de certa  forma de um período de exceção, um ditadura militar, período autoritário em que todos os nossos direitos políticos e hum anos foram tolhidos, dissidentes foram brutalmente perseguidos e mortos e o país, economicamente viveu o “milagre econômico” com rios de dinheiro sendo derramados aqui por interesse estrangeiro e pela “segurança” que esse tipo de Estado demonstrava para os investidores.
       Temos ainda uma democracia bastante frágil, um sistema injusto onde a proporcionalidade partidária dá àqueles que recebem bem menos votos o direito de eleição enquanto outros com um percentual bastante superior não alcançam uma cadeira no parlamento. A vontade do povo, expressa em um número “x” de votos não é suficiente para levar alguém a representa-lo, isso é de fato estranho e de difícil justificativa.Democracia não pode ser confundida com Festa, ruas repletas de carros de som, cantando jingles horríveis, nos obrigando a ouvi-los diariamente e levando bandeiras ao ar como em uma grande final futebolista. É verdade que o Brasileiro faz festa de tudo e a democracia de fato pode ser uma festa, mas não é o tipo de festa que traduz a realidade da democracia.  Temos um sistema que privilegia quem possui recursos financeiros, onde a maquina pública entra como reforço forte na campanha e que aqueles, mesmo bem intencionados, competentes e honestos, terão que de alguma forma se associar com o sistema para poder conseguir uma dessas muito caras cadeiras em um parlamento.

     Democracia de currais, que muitos insistem em dizer que não existem mais, no entanto os líderes religiosos estão aí para mostrar que em muitos casos esses currais funcionam e existem com uma força inquestionável.Os debates chegam a ser cômicos para não dizer trágicos. Em Recife, assisti um para não dizer que critiquei sem ver, um fala de mudança e seu grupo está lá dominando o Estado há décadas, desde a ditadura, outro fala em renovar e seu partido ainda é quem comanda a atual prefeitura, outro fala de gestão pública e se escora em um governo estadual que numa onda de crescimento faz um bom governo, e leva o povo a esquecer o passado e sequer lembrar que existiram falcatruas que envolveram tantos desses personagens apoiadores e por fim chega um, mais jovem pregando de verde mais que por detrás tem um bico colorido que tenta se esconder  e que de ecológico só tem mesmo o pobre animal usado sem o direito de protestar por isso.

      Não, a democracia ainda está longe de ser exercida em nosso país de maneira plena. Enquanto os direitos mais elementares do cidadão não lhe forem garantidos, enquanto os altos tributos não significarem serviços de alto nível para a população, enquanto a corrupção não for banida ou pelo menos castigada veementemente ( esperança no STF) ainda viveremos uma festa democrática que se assemelha às grandes finais futebolistas, onde acontece muita festa e dias depois tudo volta á “normalidade” e quem lá foi colocado faz o que bem entender enquanto o cidadão aqui vive como pode.

       Eu continuo assim, crítico, e na minha crítica continuo dizendo Democracia, eu quero uma para viver. 
CRISTIANISMO A SELF SERVICE

CRISTIANISMO A SELF SERVICE



     Há muitos anos atrás fundei um ministério de discipulado entre jovens na Igreja da Trindade, onde eu era pastor de jovens. Esse ministério cresceu muito e mesmo depois de minha saída continuou dando muitos frutos, frutos esses que perduram até hoje e, se multiplicam. Um dos estudos preparados pela equipe que dirigia esse ministério, liderados pelo casal Sílvio e Andréa Albuquerque se chamava CRISTIANISMO A SELF SERVICE. Nós estamos falando de algo que foi feito há pelo menos uma década.
       Passado todo esse tempo, ainda estamos caminhando nessa mesma direção e o entendimento da fé cristã continua sendo na mente de uma larga soma de pessoas, uma religião que eu sigo para SER FELIZ. Eu me sirvo da fé cristã para a minha felicidade. Existe algo de errado nisso? Sim e não. Primeiramente não, se essa expressão não tiver um ponto final e em sua continuação incluir o seu papel como cristão sendo agente de transformação. Sendo o contra ponto de uma sociedade corrompida, sendo o exemplo de postura e ação.
    A Fé cristã não chega até você, ou você até ela para ser feliz apenas. A fé cristã envolve sacrifícios, envolve ir contra um sistema, contra as posturas alienantes desse mundo porque tem a compreensão que se estamos aqui e chegamos até Deus, Ele tem um propósito definido em minha vida e enquanto eu não o cumprir, essa existência não encontra sentido para mim. Naquele estudo a certa altura estava dito: “Esta é uma prática “moderna e requintada” de nos relacionarmos com o Criador, ideal para o cotidiano de nossa geração. Através dela podemos retirar da Palavra de Deus apenas aquilo  que  queremos, que nos faz bem e que nos convêm.” 
Existe algo sim de errado quando me envolvo com esse cristianismo de benefícios apenas. Se sou um cristão, a minha missão é a missão de Cristo e ela envolveu tudo desde os sorrisos até as lagrimas, desde alguns louros até a coroa de espinhos, desde o bônus até o ônus.
Outro parágrafo daquele estudo dizia “No self service espiritual, enchemos o nosso prato exatamente de  acordo com a nossa vontade. Aliás o nosso poder de escolha, nessas horas, é muito importante. Nada de cargas pesadas. Nossa alimentação tem que ser leve, diet por assim dizer. Afinal, quanto mais pesado o prato, mais alto o preço, e eu não quero pagar caro pelas minhas escolhas. Para facilitar, é mais conveniente escolher o fruto da época, pois o que está na moda é sempre mais fácil de se obter.”  
     Revendo isso percebi a atualidade dessas considerações. Vivemos um momento singular no evangelicalismo brasileiro onde pela primeira vez o senso do IBGE mostrou o crescimento de uma nova categoria de “crentes” os evangélicos nominais  , com ou sem igreja sentados nos bancos ou assistindo pela internet, essa categoria de “crente” se enquadra no que a minha mãe chamava daqueles que “ somente queriam o  vem a nós, mas vosso Reino nada”   Aqui mesmo nesse blog escrevi certa vez um artigo chamado de “Cristianismo de Mão Única”. Tratava exatamente disso.
      Como cristão e líder de uma igreja alerto o povo de Deus para se distanciar dessa prática self service, desse cristianismo de benefícios, desse evangelho desfigurado onde Cristo de fato nunca se torna prioridade em nossas vidas, nem essas nossas vidas mostram de fato quem Cristo é para nós.
       Existe uma frase atribuída a CS Lewis e que, mesmo não pertencendo a ele, está engastada de verdade. Ela diz assim: 

“Eu não fui para a religião para ser feliz,. Eu sempre soube que uma garrafa de vinho do Porto faria isso. Se você quer uma religião para fazer você se sentir realmente confortável, certamente eu não recomendo o cristianismo”

      Quero terminar esse artigo com mais uma frase que retirei desse “antigo” estudo e que afirma : Nunca ache que o seu livre arbítrio é justificativa para que você faça o que bem entende. Se você aceitou Jesus, a sua vida não mais lhe pertence.
      O Pão da Vida não é servido a self servisse, ele precisa ser buscado e buscado de todo coração. (Jr 29:13) Quando encontrado vai requerer de nós posturas sacrificais, atitudes altruístas, desejo de mudança em nós e através de nós. Diferente disso, não dá para chamar de cristianismo 
Celebrando uma história entrelaçada de ministração

Celebrando uma história entrelaçada de ministração

Hoje celebramos 3 cultos em ação de graçasd porque nesta 4ª feira 22 de Agosto celebraremos mais um ano de presença aqui neste lugar. São 16 anos de missão e compromisso com a verdade libertadora de Jesus Cristo. Neste tempo promovemos verdadeiros Cursos de Cristandade que levaram muitos à Vida no Espírito Santo e a Celebrarem sua Restauração. Esses mesmos tem a oportunidade de Reconstruir sua existência. Assim, temos visto casais sendo mentoreados  e vivendo muito mais que 24 horas de amor. Essas famílias tem feito a Conexão de seus “kids”com Deus e logo que passam dos 12 se envolvem com o que é de fato Super Natural. Nem por isso ficam por ali, seguem direto para uma  Conexão mais profunda com Jesus.
Nossas jovens têm aprendido a serem Jovens de Honra e percebem que muitas coisas Happening”em suas vidas quando se encontram de fato com Deus e uma das principais é a Cura e Libertação de todos os males desse mundo. Mas nada disso aconteceria se não houvesse a Intercessão de toda a Igreja e nossas mulheres além de serem uma verdadeira União de Mulheres seguem o modelo bíblico e se tornam verdadeiras Déboras. Temos também aprendido que o crescimento vem do Conhecer a Palavra e somente uma Escola Bíblica tão boa para nos ajudar e colocar os Fundamentos.Quando crescemos precisamos conhecer mais um pouco, é como se estudássemos em um Instituto de Teologia e Liderança.  Mas como isso não se encerra assim, atuamos no campo da missão integral com  nossa Ação Social que se estende formando uma verdadeira Casa de Esperança para os necessitados.

Vivemos tudo isso como verdadeiras Célulasem um corpo, multiplicando-se em amor,  e orando em Vigílias. Seja você um(a) executivo(a) ou um Surfista o importante é que seja de Cristo. Na realidade estamos aqui há 16 anos para trazer PAES para você.

              A Equipe pastoral rende Graças a Deus pela vida de todos vocês que fazem a PAES

Perdão, difícil? Mas o que é fácil no caminho da cruz?

“Perdoar é como o perfume da violeta  no calcanhar que a esmaga…”
Um dos mais debatidos e talvez polêmicos temas da fé cristã é o perdão. Em nenhum outro credo há uma atitude sequer parecida quanto essa, perdoar indefinidamente, sempre e sempre. No entanto, mesmo dentro do Cristianismo ainda existem aqueles que insistem em dar uma conotação mesquinha a esta nobre atitude tentando colocá-la numa postura condicional. Mas o nosso mestre é Jesus e mesmo que os poetas e filósofos digam o que quiserem, continuo escutando o que Ele, Jesus disse. E Ele disse muito sobre isso. Especialmente e bem posto no chamado Sermão do Monte, esse trecho do evangelho guarda uma importante ensino para ajustar o novo pacto à antiga Lei. A Lei pregava olho por olho dente por dente (Ex:21:24) Mas o nosso mestre vai além, vai a uma retidão mais elevada abolindo totalmente a retaliação, onde isso era possível Ele mostra a postura da Graça. A malícia se perde no contexto das palavras de Jesus.
Atente para estas palavras:
Mateus 5:38-48
38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.
39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
40 E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;
41 E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.
42 Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.
43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.
44 Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
45 Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
46 Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?
47 E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?
48 Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.
Essa sequência de “Ouvistes o que foi dito” é muito importante, não pelo que foi dito, mas pelo que está posto após os “Eu porém vos digo”. Minha vida como cristão está montada em cima dos “eu porém vos digo” o que foi dito passado está especialmente quando Jesus trouxe algo que vai além dele. Isso é o escândalo para os que têm o perdão como algo condicional, para os que alimentam amargura, para os que tem o rancor como uma tatuagem na sua alma.
O agressor recebe a graça, escândalo para os legalistas, horror para aqueles que insistem na postura do outro e não na misericórdia de seu coração. O agredido não esquece a agressão, afinal de contas a memória dada por Deus faz seus registros, no entanto a graça dada por esse mesmo Deus faz com que um coração agredido lembre da agressão, perdoe o agressor e não sinta mais nada contra ele. Fazer de conta que nada aconteceu é uma atitude imatura e sem fundamento, logo se desfaz, mas exercer perdão não se exerce fazendo de conta e sim seguindo as palavras de Jesus. Alguém já disse que perdoar é lembrar sem ressentimentos, como isso é verdadeiro. O nome disso é o milagre do perdão. Não há astúcia no perdão, há misericórdia. A máxima de JESUS foi dizer para sermos simples como as pombas e astutos como as serpentes. Simples no ato de perdoar e astutos, inteligentes para não nos enganarmos ou fazermos de conta que nada aconteceu. Mas mesmo lembrando, ser capaz de dar a outra face, andar mais uma milha, carregar o peso um pouco mais do exigido.
A humildade de Jesus foi se permitir ser exposto, ser humilhado, ser desprezado e dizer “Pai perdoa estas pessoas, elas não sabem o que fazem” eu quero essa humildade, essa é minha meta, eu desejo, anelo viver assim. Se alguém tirar vantagem de nós quando assim agimos? Ora isso ele terá que acertar com o Pai celestial a nossa parte é fazer aquilo que ele manda. Se Jesus tivesse que ser julgado novamente e novamente exposto a tudo que passou, novamente diria “Pai perdoa estas pessoas…”
O Perdão não cabe na mente dos legalistas e dos rancorosos, a estes, só cabe o Olho por olho, dente por dente.. nós no entanto ficamos com o “Eu porém vos digo”

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