Pela Palavra e por nada mais!

Pela Palavra e por nada mais!

A igreja de Jesus Cristo é uma família, querendo ou não, se você confessa a Jesus como único Senhor e Único salvador, você é da família do Pai celestial. Veja o que Paulo diz aos efésios

Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, Ef 2:19-20

Assim, a unidade dessa família deve ser vista, deve ser algo concreto, quase que palpável. Como toda família podemos ter algumas diferenças, mas elas são periféricas e o Credo apostólico, um dos mais antigos documentos da fé cristã veio para ser nosso primeiro “estatuto” e dizer o que une o nosso povo e nos faz ser Família de Deus.

Amo a igreja, amo essa família e mesmo em meio a essas diferenças, que existem em toda família, sempre sairei em defesa dela e dos que são meus irmãos e irmãs. Nunca me associarei com o pensamento desse “século” para me dissociar dos valores dessa família, nunca me omitirei para preservar uma pretensa imagem pessoal, a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada é, e será sempre, meu ponto de partida.

Se você é parte dessa família, deve aprender algo, zelar por ela e não a expor e denegri-la quando alguns de seus irmãos pensarem diferente de você. Se você não faz isso com seus irmãos de sangue, por quê haveria de fazer com os seus irmãos(ãs) no precioso sangue de Cristo? Ao contrário devo sair em defesa, me pronunciar e se possível, e de todas as formas proteger meu irmão(ã) dos odiosos que tentarem macular sua pessoa.

Certa vez, quando eu morava em Israel e o país estava em um forte conflito (guerra) no sul do Líbano, tive uma experiência marcante. Havia um movimento chamado shalom archav que em hebraico significa PAZ Agora! Houve uma grande mobilização pedindo a paz e uma manifestação convocada para Tel Aviv. Lembro, como se fosse hoje, todos nós em vários ônibus, se cruzando pelas estradas e cantando hinos de paz em direção a Tel Aviv, muito emocionante aquilo. Foram mais de 300 mil pessoas naquela noite clamando Paz agora! Na saída antes de embarcarmos no ônibus um membro do kibutz onde eu morava e amigo, me perguntou: “Miguel, por que você vai a essa manifestação? Você nem é judeu! “ Tive a oportunidade então de dizer a ele algo que o pastor Luterano Martin Niemöller, que viveu o horror do nazismo disse no início do período pós-guerra quase como uma autoconfissão e, que dentre as versões, a mais conhecida no Brasil talvez seja a citação abaixo:

“Quando os nazistas vieram buscar os comunistas, eu fiquei em silêncio; eu não era comunista.

Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu fiquei em silêncio; eu não era um social-democrata.

Quando eles vieram buscar os sindicalistas, eu não disse nada; eu não era um sindicalista.

Quando eles buscaram os judeus, eu fiquei em silêncio; eu não era um judeu.

Quando eles me vieram buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar.”

Faço questão de dizer a você que partilha comigo o sangue de Cristo, que afirma os credos históricos e se declara cristão, que pretendo nunca repetir esse “poema”, nunca precisar fazer essa “auto confissão” por ter deixado um irmão(ã) meu (minha) na trincheira levando balas de qualquer tipo… isso, para não ter que começar outro poema desse tipo assim

Quando vieram buscar os batistas, eu fiquei em silêncio; eu não era batista.

Quando eles prenderam os calvinistas, eu fiquei em silêncio; eu não era um calvinista.

Quando eles vieram buscar os que se posicionaram contra os horrores e as injustiças, eu não disse nada; eu fiquei quieto para não me comprometer.

Quando eles buscaram os que afirmavam a verdade da Bíblia, eu fiquei em silêncio; afinal de contas, eu as afirmo de outra forma…

Quando eles vieram me buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar.” E eu fui levado aos tribunais

Espero quem nunca seja necessário, mas se você é meu irmão na fé e em Cristo Jesus partilha da mesma família, saiba quem sempre que souber me levantarei para defender você, você não ficará só na trincheira da vida

A Deus toda glória e dÊle toda misericórdia

++Miguel Uchoa

7 verdades a que se apegar durante a crise do COVID-19 Por Rick Warren

7 verdades a que se apegar durante a crise do COVID-19 Por Rick Warren

As últimas semanas foram cheias de mudanças sem precedentes em nossas vidas e em nossos ministérios. Sei que muitos pastores estão tentando descobrir como ministrar em um período de distanciamento social, como servir as populações de maior risco em nossas comunidades e como sustentar os ministérios à medida que o dízimo e as ofertas diminuem.

Nenhum de nós foi treinado para fazer isso. Nunca ministramos uma epidemia como a COVID-19 antes. O medo está em toda parte. Tenho certeza que você também está lutando com isso.

Em momentos como esse, precisamos nos apegar a verdades que não mudam. Pastor, você conhece essas verdades. Você provavelmente já os pregou várias vezes antes. Mas em tempos de crise, é realmente importante lembrar dos fundamentos. A Bíblia enfatiza a obtenção dos fatos antes que você tome as principais ações em sua vida.

Aqui estão sete fatos para compartilhar com sua congregação:

Nem tudo que você ouve é verdade. Nem todo mundo com uma opinião na Internet, televisão e mídia social sabe do que está falando. Você precisa ser seletivo com quem ouve durante esse período. Muitas pessoas nos próximos dias terão suas próprias agendas – financeira, política etc. – para esta crise. A Bíblia diz em Provérbios 13:16: “O homem prudente sempre age com conhecimento” (NVI). Em outras palavras, aja por conhecimento e não por medo. Torne uma prioridade obter seus fatos de pessoas confiáveis.
Nem todo mundo corre o mesmo risco nessa pandemia. A história do COVID-19 é muito clara. Pessoas com mais de 60 anos e pessoas com condições pré-existentes são as mais vulneráveis. Se você estiver nessas categorias, tenha cuidado. Sei que, como pastor, você quer servir sua congregação. Você precisa procurar maneiras seguras de fazer isso. Seja fiel, mas não tolo.Isto vai passar. A Bíblia nos diz que haverá provações. Primeiro Pedro 4:12 diz: “Queridos amigos, não se surpreenda ou fique chocado por você estar passando por testes que são como andar no fogo” (CEV). Estes são tempos difíceis, mas não durarão para sempre. Precisamos fazer o que os profissionais de saúde recomendam. Precisamos tomar as ações de senso comum que diminuirão a propagação deste vírus. Não precisaremos fazer essas alterações para sempre. Nossas igrejas se reunirão novamente.

Concentre-se no que é imutável, não no que está mudando. Haverá muitas mudanças em seu mundo, sua comunidade e seu ministério nas próximas semanas. É seguro dizer que você nem conhece todas as mudanças que essa pandemia terá sobre você e sua comunidade. Você fará coisas para servir sua comunidade e sua congregação com as quais nunca sonhou um ano atrás. Seja flexível, mas lembre-se do que não mudou. A Bíblia diz: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13: 8). No meio de toda essa mudança, você pode contar com essa verdade. Você também pode saber que o amor de Deus por você e sua comunidade nunca mudou. O chamado de Deus para sua vida não mudou. Não deixe que todas as mudanças façam você perder de vista tudo o que ainda é o mesmo.

Deus passará por isso com você. Este vírus não surpreendeu a Deus. Ele passará por tudo isso conosco. Você pode se sentir sozinho às vezes. Você pode sentir que ninguém entende as demandas do ministério que estão sobre você agora. Mas nunca estaremos sozinhos. Convido você a se lembrar de Isaías 43: 2 durante esse período: “Quando você passar pelas águas, eu estarei com você; e quando você passa pelos rios, eles não o varrerão. Quando você anda pelo fogo, não será queimado; as chamas não o incendiarão ” (NVI). Concentre-se nessa verdade e não em todo o barulho da Internet no momento. Isso substituirá sua preocupação pela adoração.
Este não é o fim da história. A Bíblia diz: “Em tempos de angústia, Deus está conosco e, quando somos derrubados, levantamos de novo. . . porque sabemos que Deus ressuscitou o Senhor Jesus ” (2 Coríntios 4: 8, 14 CEV). A Páscoa nos lembra que vencemos, não importa o que aconteça. Mesmo que esse vírus tire nossa vida, iremos diretamente à presença de Deus. Nesse dia, toda a nossa dor, doença e tristeza terminarão. Não haverá um vírus COVID-19 no céu. Não sabemos o que o futuro reserva, mas sabemos quem o mantém.

Deus quer usar nossas igrejas para ajudar os outros. Eu sei que sua igreja está passando por um desafio incrível agora. Mas Deus não quer apenas levar sua igreja através desta crise. Ele não quer apenas que sua igreja sobreviva durante esse período. Ele quer que prospere. Essa é a diferença entre como lidamos com a dor como crentes e como o mundo o faz. A igreja vê todas as necessidades do mundo como uma porta aberta para o ministério. Estou rezando para que sua igreja inicie muitos novos ministérios nesses dias difíceis. Hoje você nem conhece os tipos de desafios que sua comunidade enfrentará, mas Deus sabe. Será uma oportunidade para as igrejas brilharem.

Estou orando por nossas igrejas. Este vírus não apareceu em Deus. Não vai parar a igreja. O próprio Jesus nos lembra que “todos os poderes do inferno não conquistarão” a igreja (Mateus 16:18).

Descanse nessa verdade

Pr Rick Warren

Uma Igreja Sacramental

Uma Igreja Sacramental

sacramento

A Igreja de Jesus Cristo é, em seu todo, uma Igreja Sacramental. Se considerarmos a palavra sacramento em sua etimologia ela traz um claro e indiscutível significado, se considerarmos a religiosidade e os significados que foram adotados ao longo dos séculos, se torna uma polemica. Há um problema aqui com as tradições eclesiásticas. Por conta delas, alguns grupos rejeitam o uso do termo por não desejarem serem identificados como parte desse ou daquela tradição cristã, mesmo que utilizem eles  um termo paralelo que traz um significado semelhante. Algo que somente a idiossincrasia humana pode explicar. Na raiz, a palavra sacramento traz os seguintes significados:

Sacramentum_ De latin. Sacer (sagrado), sacrare (dar caráter sagrado a, consagrado a){…} processo civil; juramento militar; juramento; Lat. Eclesiástico: segredo, a revelação do evangelho; mistério; santo ministério. [1]

No uso antigo traz a ideia de Juramento; ação de jurar, de prometer solenemente. A tradução do grego traz a palavra Mystêrion mas não tem a conotação de mistério, no sentido de misterioso ou segredo. Seu sentido é oculto, inefável, grandioso, incompreensível. O plural de mystêrion é mystêria. Por isso, algumas confissões cristãs usam o termo “Santo mistério”

Algumas confissões reformadas usam a expressão “ordenança” para o batismo e a ceia do Senhor. O que se alinha com o pensamento histórico das denominações pré-reformadas e da igreja indivisa como o catolicismo romano, o anglicanismo e a igreja ortodoxa, mesmo entendendo-se que cada uma dessas tem uma compreensão particular, mas que isso não leva a descaracterização do termo na sua mais remota origem.

A definição de sacramento, dadas por Agostinho de Hipona é que eles são sinais visíveis de uma graça invisível e que deveriam ter sido instituídos diretamente por Jesus Cristo.  Ainda Segundo Agostinho um sinal é tudo aquilo que, além de atuar por si em nossos sentidos, nos leva também ao conhecimento de outra coisa concomitante. Segundo ele, os Sacramentos pertencem à categoria dos sinais, porque nos mostram exteriormente, por certa imagem e semelhança, o que Deus opera interiormente, em nossa alma, pelo Seu poder invisível.

A Reforma trouxe a consciência de que os únicos instituídos diretamente por Jesus Cristo foram a Ceia do Senhor (Eucaristia) e o Batismo. Algumas confissões reformadas consideram os demais “sacramentos” como rito sacramentais, que mesmo não tendo sido instituídos por Cristo tem o “peso” da Igreja e contém princípios bíblicos valorosos que podem ser incluídos o conceito de “missão sacramental” sendo eles, a confirmação (profissão de fé), Penitencia, unção (oração) pelos enfermos, ordens e o casamento. Os dois últimos especialmente têm um mandato bíblico claro que envolve diretamente a missão da igreja. (Tito 1:7; 1 Tm 3:2; Gn 23:24)

O ser humano é o sinal mais perfeito da Criação. Ele é um ser sacramental porque foi criado à imagem e semelhança do próprio Deus. Todos os outros sinais, para serem entendidos, supõem um relacionamento em profundidade entre o homem, o mundo e Deus.  O ser humano é o destinatário da missão da Igreja. Evangelizado se torna, ele próprio, sinal de Jesus Cristo em meio ao mundo.   A igreja der Jesus Cristo, é a extensão do próprio Cristo a sua face perceptível nesse mundo e tem como propósito a mesma missão de Jesus, mostrar a face do Pai. Conhecida como seu corpo místico, ela tem como membresia todos aqueles que introduzidos nela pelo batismo (sacramento) formam um corpo, um sacerdócio santo e, sua mais profunda e pertinente marca é a sua ação missionária que prega o arrependimento e a aceitação do sacrifício de Cristo como único meio de graça para a salvação e isso, sem qualquer sombra de duvidas é parte de sua missão sacramental.

A face sacramental da igreja realiza a missão de Jesus. E, como dissemos, o batismo vai ser parte precisa dessa missão pois tem como prerrogativa não ser apenas um rito de passagem e sim, envolver  o ensino e o multiplicar discípulos, cumprindo a grande comissão que considero a mais sacramental das missões a saber, cumprir o maior desejo do Pai, “que nenhum se perca”. (Mt 18:14; Jo 6:39). A Missão de levar as pessoas a Cristo, ensiná-las e batizá-las é a missão de cada membro da igreja e assim entra na perspectiva da missão sacramental.

É importante esclarecer que a missão sacramental ou o fato de nossa igreja ser uma igreja sacramental, nada tem a ver necessariamente com o caráter solene, litúrgico ou formal das celebrações. Podem existir comunidades que se expressam dentro de uma perspectiva litúrgica bem (pesada, formal, solene etc.) e ao mesmo tempo não tenha nenhum envolvimento com a missão sacramental. Ao mesmo tempo que igrejas sem uma tradição litúrgica histórica e de expressão mais contemporânea podem estar totalmente envolvidas coma missão sacramental. Resumindo isso posso dizer que o conceito de “Missão Sacramental” ou igreja sacramental, não é necessariamente igual a igreja litúrgica ou tradicional.

A Missão sacramental se expressa nas palavras de Jesus em Mateus 28:18-20 sendo esse o maior sinal de que a igreja está associada com o sentido real do que significa sacramento, ordenança, mistério. A Igreja sacramental entende que no batismo somos inseridos no corpo e convocados, como membros desse corpo, a cumprir os propósitos de Deus. Ela se vê como instrumento e meio e nunca como fim em si mesmo. Na Ceia do Senhor (eucaristia) ela entende que este sacramento nos faz relembrar o sacrifício e celebrar a ressurreição do Senhor Jesus e, em nenhuma hipótese pode deixar que tudo isso seja em vão. Assim, ela entende que sua missão está totalmente envolvida com esses sacramentos e que eles são também a fonte de sua inspiração.

Miguel Uchoa

Arcebispo e Primaz

Igreja Anglicana no Brasil

Bispo Diocesano de Recife

Reitor da PAES

[1] Arnaldo Schuler_ Dicionário enciclopédico de teologia.

Comunicado do Conselho de Primazes do GAFCON

Comunicado do Conselho de Primazes do GAFCON

 

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Se o Senhor não edificar a casa, os que a construírem trabalharão em vão. A menos que o Senhor cuide da cidade, o vigia fica acordado em vão. Salmo 127:1

Introdução:

Como Arcebispos e Primazes da Comunhão Anglicana, viemos a Sydney, Austrália, para oração, adoração e comunhão. Estavam também presentes os líderes de nossos capítulos regionais e trabalhamos juntos para apoiar o ministério de nosso povo. Nossas províncias e capítulos representam 50 milhões dos 70 milhões de anglicanos ativos da Comunhão. Agradecemos a generosa hospitalidade do Arcebispo Glenn Davies e da Diocese Anglicana de Sydney que nos recebeu.

Nosso foco principal esta semana foram as grandes tarefas da missão e evangelismo. Como uma irmandade global, estamos singularmente posicionados para apoiar uns aos outros no ministério para um mundo onde a imigração em massa e a globalização estão reformulando nossos países. Há bilhões que nunca ouviram as Boas Novas de Jesus Cristo e o campo está maduro para a colheita. Neste novo mundo todo crente tem um papel na pregação de Cristo fielmente às nações. Há ainda mais quem ouviu, mas não entendeu. Em muitas situações, o principal desafio não é a ignorância, mas a incredulidade. Pedimos a vocês que se juntem a nós em oração para um novo derramamento do poder do Espírito Santo para penetrar nos corações e mentes daqueles que ainda não creram.

Transições de Liderança 

Nosso tempo juntos começou na segunda-feira à noite quando nos reunimos para o jantar. Agradecemos pelo trabalho sacrificial de nossa equipe de liderança: o arcebispo Nicholas Okoh, da Nigéria (presidente), o arcebispo Stanley Ntagali, de Uganda (vice-presidente) e o arcebispo Peter Jensen, da Austrália (secretário geral). Pela graça de Deus, durante esta última temporada de nossa vida juntos, suas mãos firmes nos guiaram, e por causa de sua fidelidade, temos visto o movimento crescer de força em força.

Instalamos o Arcebispo Foley Beach, da Arcebispo e Primaz da Igreja Anglicana da América do Norte, como o novo Presidente do Conselho dos Primazes e nos reunimos em torno dele para um tempo de oração e comissionamento. Esta foi a primeira reunião do Conselho para o Arcebispo Ben Kwashi da Nigéria, o Secretário Geral, que assumiu este cargo em janeiro. Os Arcebispos Beach e Kwashi dividiram a presidência da reunião e também elegemos o Arcebispo Laurent Mbanda, de Ruanda, para servir como Vice-Presidente do Conselho. Por favor, junte-se a nós em oração enquanto eles nos guiam nos próximos anos.

Além disso, foi uma alegria dar as boas vindas ao Arcebispo Jackson Ole Sapit, Primaz do Quênia, ao Conselho dos Primazes.

Crescimento das Redes

Nosso compromisso comum com o evangelho nos fornece a energia e a liberdade necessárias para a missão. Nossas redes de base estão fazendo um trabalho emocionante em nove áreas diferentes e ouvimos atualizações sobre o progresso de cada uma delas. Regozijamo-nos por ver as redes trabalhando juntas para cumprir nosso compromisso em Jerusalém no ano passado “de proclamar Cristo fielmente às nações”.

Nosso trabalho em toda a sua variedade é fortalecido pela oração através dos tópicos diários fornecidos pela Rede de Oração e nos alegramos em ver como as redes já estão trazendo um novo ímpeto. Na Nova Zelândia, a Força-Tarefa de Advogados aconselhou sobre a Constituição e os cânones de uma nova diocese anglicana, enquanto a estratégia de missão foi enriquecida tanto na Nova Zelândia quanto na Irlanda, consultando a rede de plantação de igrejas.

Na América Central e do Sul, a Rede de Plantação de Igrejas está trabalhando com a Igreja Anglicana no Brasil para estabelecer novas igrejas em áreas além do Brasil, onde o testemunho anglicano foi comprometido.

Vemos a Rede de Parcerias da Missão Global sendo um catalisador para novas iniciativas evangelísticas, especialmente na África Oriental. A liderança em torno da Comunhão está sendo fortalecida através do Instituto de Treinamento dos Bispos, que agora tem uma rede de mais de cem bispos que se beneficiaram dessas conferências de treinamento.

Através da Rede de Desenvolvimento Sustentável, trabalhando em conjunto com as agências anglicanas parceiras e a liderança da igreja local, um generoso financiamento foi levantado para alívio de emergência e recuperação em Moçambique após o desastre do ciclone Idai em março. Também ficamos satisfeitos em saber que a Rede de Ministérios da Juventude e da Criança lançou recentemente uma plataforma on-line para o compartilhamento de recursos de ensino e adoração para equipar líderes que têm a tarefa vital de transmitir a fé para uma nova geração.

No início deste ano, alguns de nós nos encontramos em Dubai e tivemos a alegria de compartilhar a comunhão com anglicanos fiéis em situações restritas. Eles solicitaram que uma rede para apoiar aqueles em circunstâncias semelhantes fosse desenvolvida. Afirmamos entusiasticamente este desejo e a Rede da Igreja Sofredora nos permitirá compartilhar do sofrimento daqueles que demonstram tal resiliência e até alegria diante de severas provações.

Estamos profundamente angustiados e tristes com os terríveis ataques recentes no Sri Lanka, especificamente contra cristãos, e as lesões resultantes e trágicas perdas de vidas. Nós nos solidarizamos com nossos irmãos e irmãs em Cristo que foram atacados. Nós também oramos por aqueles que perpetram tais ataques, e oramos para que eles cheguem ao arrependimento. Agradecemos a resposta robusta do governo do Sri Lanka e suas medidas para proteger todos os cidadãos amantes da paz da nação insular.

Lambeth 2020 

Fomos lembrados das palavras de Jeremias 6:14: “Eles curaram a ferida do meu povo de ânimo leve, dizendo: ‘Paz, paz’, quando não há paz.” No ano passado, em Jerusalém, nossos delegados pediram que não participássemos da Lambeth 2020 se a ordem divina na Comunhão não tiver sido restaurada. Eles respeitosamente apelaram ao Arcebispo de Cantuária para efetuar as mudanças necessárias que estejam dentro de seu poder e responsabilidade.

Ainda não recebemos uma resposta do Arcebispo de Cantuaria. Observamos que, como está atualmente, a conferência deve incluir províncias que continuam a violar a Resolução I.10 de Lambeth, colocando a própria conferência em violação de sua própria resolução: não manter a fidelidade no casamento e legitimar práticas incompatíveis com as Escrituras. Essa incoerência rasga ainda mais o tecido da Comunhão Anglicana e mina as bases para a reconciliação.

Conferência dos Bispos Gafcon de 2020 

Por um lado, não temos interesse em tentar rivalizar com Lambeth em 2020. Por outro lado, não queremos que nossos bispos sejam privados de comunhão fiel enquanto esperamos que a ordem na Comunhão seja restaurada. Por isso, decidimos convocar uma reunião de bispos da Comunhão Anglicana em junho de 2020. A conferência será planejada principalmente para aqueles que não estarão presentes em Lambeth, mas todos os bispos da Comunhão Anglicana que subscreverem a Declaração de Jerusalém e A Resolução de Lambeth I.10 são convidados a participar neste período de ensino, adoração e comunhão. Nos encontraremos de 8 a 14 de junho em Kigali, Ruanda, e seremos recebidos pelo Arcebispo Laurent Mbanda e pela Igreja Anglicana de Ruanda.

Relatórios dos capítulos

Recebemos atualizações de cada uma das nossos capítulos do Gafcon. Um fio comum ao longo destes relatórios foi o conforto que cada um expressou em saber que eles não estão sozinhos.

Nova Zelândia

Com a recente decisão do Sínodo Geral da Igreja Anglicana de Aotearoa, Nova Zelândia e Polinésia de permitir a bênção de casamentos entre pessoas do mesmo sexo e uniões civis, agradecemos pelas pessoas e igrejas que permaneceram fiéis e corajosas nestas ilhas. Apoiamos aqueles que, em sã consciência, se sentem incapazes de permanecer dentro de uma Igreja que tenha tomado tal decisão. Afirmamos a criação de uma nova diocese e reconhecemos como autenticamente anglicanos. Esta nova diocese os manterá dentro da Comunhão Anglicana e eles se relacionarão diretamente com o Gafcon. Também afirmamos a consagração de um novo bispo para supervisionar e apoiar a nova diocese.

Europa e Reino Unido

As províncias anglicanas nesta região ficaram confusas e comprometidas pelas ondas de mudança cultural. Somos encorajados pela crescente adesão da Gafcon UK. Como dissemos em 2017, “Acreditamos que a complexidade da situação atual na Europa não admite uma solução única. Cristãos fiéis podem ser chamados para diferentes cursos de ação. Abençoamos aqueles cujo contexto e consciência os levaram a permanecer e disputar a fé dentro das estruturas atuais. ”Ao mesmo tempo, aprovamos a criação de um distrito missionário para a Europa, a fim de promover o trabalho do evangelho, atendendo às necessidades dos cristãos. o crescente número de congregações anglicanas fora dessas províncias.

África do Sul

Nós ouvimos de anglicanos na África do Sul que estão tomando medidas para construir a unidade entre os fiéis no país. A liberdade religiosa e a liberdade de associação estão sendo ameaçadas na sociedade sul-africana. A fluência do compromisso, tanto na sociedade sul-africana em geral como na Igreja Anglicana da África Austral em particular, tem sido constante. Após décadas de estranhamento, membros da Igreja Anglicana Evangélica Reformada da África do Sul (REACH-SA) e membros fiéis da Igreja Anglicana da África do Sul estão se unindo. Eles relataram que a Conferência de Jerusalém foi uma poderosa oportunidade para aprofundar sua comunhão.

Austrália

As questões de liberdade religiosa que afetaram a África do Sul também afetaram a vida secular e religiosa da Austrália. O Sínodo Geral da Igreja Anglicana da Austrália se reunirá novamente em 2020, e é provável que alguns se esforcem para redefinir o casamento. O Gafcon Austrália está trabalhando para manter a fidelidade bíblica de sua província nas questões de sexualidade e ordem da igreja. Também ouvimos relatos encorajadores da irmandade entre o Gafcon Austrália e a FCA Nova Zelândia, uma vez que se apoiaram mutuamente no último ano. Sua parceria tem sido um modelo de comunhão regional que recomendamos ao movimento mais amplo.

Gana

Em 2008, o Primaz da África Ocidental, o Most Rev. Justice Offei Akrofi, foi um dos membros fundadores do movimento Gafcon. Os membros da Igreja da Província da África Ocidental estiveram presentes em cada uma das Conferências (GAFCON). A Diocese de Sunyani assumiu agora a liderança no desenvolvimento do Capítulo oficial do movimento em Gana. Um conselho de sete membros foi formado sob a liderança do Bispo Festus Yeboah Asuamah.

Irlanda

A filial irlandesa, lançada em Belfast há pouco mais de um ano, está concentrando seus esforços na educação teológica e na plantação de igrejas. Em dezembro, mais de 50 estagiários do clero e do ministério participaram de um internato de 48 horas sobre o anglicanismo reformista e, no início de 2019, mais de 180 participaram de um curso de três semanas em Teologia Bíblica. As fundações para uma nova iniciativa de plantação de igrejas estão sendo postas em prática e detalhes específicos sobre pessoal e localização devem ser concluídos até o final de 2019. Preparativos também estão sendo feitos para uma grande Convenção Bíblica em abril de 2021 para leigos e clérigos.

Mulheres no Episcopado 

Os Primazes receberam o Relatório Provisório do Grupo de Trabalho sobre Mulheres no Episcopado, resultado de um estudo abrangente de quatro anos, e afirmaram sua recomendação de que “as províncias de Gafcon devem manter a prática histórica de consagração somente de homens como bispos até e a menos que um forte consenso para mudar emerge após a oração, consulta e estudo contínuo das Escrituras entre a irmandade Gafcon. ”Autorizamos a Força-Tarefa a continuar esta consulta.

Conclusão

Gafcon é um movimento “para guardar e proclamar a verdade imutável em um mundo em mudança”. Como ouvimos esta semana, muitos ao redor do mundo estão sendo jogados de um lado para o outro por ondas de confusão, e soprados pelo vento da última moda. falsa doutrina. Muitos estão em necessidade desesperada de Jesus, que é o único que pode trazer salvação. Por favor, levante sua Igreja diariamente em suas orações, ore por nós enquanto procuramos liderar, e junte-se a nós em proclamar Cristo fielmente às nações.

Primazes

Revmo. Foley Beach (Presidente) América do Norte

Revmo. Laurent Mbanda (Vice-Presidente); Ruanda

Revmo. Zacharie Masimango Katanda; Congo

Revmo. Stanley Ntagali; Uganda

Revmo. Nicholas D. Okoh; Nigéria

Revmo. Jackson Nasoore Ole Sapit; Quênia

Revmo. Stephen Than Myint Oo; Myanmar

Revmo. Miguel Uchoa; Brasil

Revmo. Gregory James Venables; América do Sul

Revmo. James Wong; oceano Índico

Revmo. Tito Zavalla; Chile

 

Carta a Nação Brasileira

Carta a Nação Brasileira

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Recife, 25 de Setembro de 2018

Aos Cristãos da Nação Brasileira

Chegamos até vocês para cumprir com o nosso ministério pastoral e profético de anunciar o Reino de Deus e denunciar toda injustiça e tudo aquilo que se levante contra os valores de Reino. Para tal nesse período eleitoral e decisivo da nossa nação, recomendamos:

  1. Exercer a sua cidadania – Todo(a) brasileiro(a) devidamente habilitado(a) pode e deve exercer o direito de escolher um candidato. Mas como parte da liberdade democrática, ninguém é obrigado a votar em ninguém.
  2. Atentem para a importância da eleição- Os candidatos proporcionais (deputados e senadores), serão os responsáveis por criar e homologar as leis que nos afetarão diretamente. Em cada aspecto deve ser levado em consideração seus posicionamentos.
  3. Serenidade diante de todo Tumulto. A campanha eleitoral está acirrada. Como fato único na história do Brasil, um candidato foi vítima de atentado contra sua vida. A serenidade é necessária diante de tanta confusão estabelecida nessa disputa. Recomendamos pensar e não se deixar manipular pelos discursos e promessas que são as mesmas a cada quatro anos.
  4. Entender que obrigação não é proposta- Os candidatos a cada eleição afirmam com altivez que vão defender os recursos para EDUCACÃO-SAÚDE-COMBATE A VIOLENCIA- SEGURANÇA. Lembrem que essas são parte das obrigações constitucionais do Estado e não benefícios que eles trarão. Eles são OBRIGADOS a fazer isso. Seu candidato e seus apoiadores colocam esses temas como sendo uma grande proposta pessoal deles e não obrigação do Estado e de sua função de parlamentar.?
  5. Não se deixar manipular. Sugerimos fazer uma breve pesquisa sobre o candidato e seus apoiadores, quem eles são, onde estavam e com que palanque estavam associados na ultima eleição. Poderá haver surpresa, candidatos que acusavam os que hoje são seus aliados de toda sorte de males e hoje passeiam de mãos dadas pedindo seu apoio tem se tornado comum. Eles mudaram e sempre mudam, e você mudou com eles por isso?
  6. Priorizar princípios e valores. Os valores Judaicos-cristãos são a base da sociedade ocidental. Você como cristão deve lutar para preservá-los. É verdade que não estamos elegendo padres nem pastores e sim presidente e legisladores. Mas esses legisladores estão entrando nos nossos lares e contra o direito da família, têm tentado educar nossos filhos através da criação de leis e estratégias dentro do sistema educativo. Não sejamos ingênuos, o mal não se apresenta raivoso, mas sonso e cínico. O que pensam o seu Candidato ou seus apoiadores a esse respeito? Abaixo alguns desdobramentos dos Princípios e valores que defendemos como cristãos
    • Valores da família- A cristandade crê na família como a união de um homem e uma mulher com o propósito de ser feliz, de procriar e encher a terra da graça de Deus. Rejeitamos veementemente o que tem se chamado de “ideologia de gênero” abusando emocionalmente nossas crianças. A criação de uma criança sem a presença masculina e a feminina traz malefícios comprovados cientificamente há muito. O que defendem os seus candidatos e seus apoiadores a esse respeito?
    • Valores éticos – A honestidade e a integridade são valores inegociáveis. Os candidatos devem ter seus nomes limpos e nunca terem atentado contra o erário público, que drena as riquezas da nação. Recentemente vimos o nosso país ser alvo do maior escândalo de corrupção da história e talvez do mundo. Seu candidato ou seus apoiadores estão entre eles?
  • Valores da vida – Como cristãos defendemos a vida e somos contra a interrupção da gravidez em qualquer fase dela, desde a fecundação. Entendemos o aborto como o assassinato de um não nascido indefeso. O que seus candidatos e seus apoiadores pensam sobre isso?
  • Valores da justiça – Justiça na compreensão do evangelho é “fazer a coisa certa”, o cristianismo defende a igualdade de oportunidade para todos e o cuidado com os mais desprovidos e marginalizados da sociedade. Rejeitamos as sociofobias seja homo, hétero ou de qualquer tipo. Todos devem ser iguais perante a lei e todos devem ter deveres e direitos.
  1. Defender a livre iniciativa e o direito à propriedade – O Estado tem suas obrigações e a iniciativa privada deve ter sua liberdade. Defendemos a economia de mercado e entendemos que o Congresso Nacional e a Presidência da República tem o dever de promover uma economia equilibrada, fortalecer o acesso ao crédito, valorizar as riquezas nacionais, diminuir o tamanho do Estado para que haja geração de empregos que trará uma sociedade mais justa e preservar o direito à propriedade combatendo as invasões dessas mesmas.
  2. Entender que não há candidatos “ungidos” – A política é uma atividade nobre e deve ser exercida para o povo e em benefício dele. A Igreja não deve ser “cabo eleitoral”. A lei proíbe o uso da estrutura das religiões e da fé como plataforma de lançamento de candidatos. Estamos elegendo pessoas para fazer o bem da nação e não da minha religião. Qual a prática de seu candidato e de seus apoiadores a esse respeito?
  3. Denunciar toda forma de corrupção. Ela destrói as bases produtivas e a economia da nação, drenando seus recursos e evitando que eles sejam utilizados em prol das obrigações inerentes ao Estado. Seu candidato ou seus apoiadores estão ou estiveram envolvidos em corrupção?
  4. Defender o Estado Laico, mas não ateu- O Estado laico defende a liberdade religiosa e não prioriza nenhuma delas. Temos visto uma tentativa de se criar um Estado “Cristianofóbico”. Qual a postura de seu candidato e de seus apoiadores quanto a isso?
  1. Rejeitar a legalização do consumo de drogas- Entendemos que o que gera o tráfico de drogas são os consumidores. Muitos deles são vítimas outros são protagonistas e, conscientes ou não, se tornam os associados indiretos dos traficantes, sem consumidores não haverá tráfico. As drogas tem sido a causa de muitos dos maiores males que vive a sociedade mundial. Como Igreja temos lutado com nossas forças com ou sem apoio do Estado na criação de redes de apoio e casas de recuperação d  usuários de drogas. Entendemos que a educação e uma família equilibrada são o maior antidoto contra o uso de drogas. Essa tem sido a missão da Igreja. O que seu candidato e seus apoiadores  pensam sobre isso?
  1. Escolher candidatos- Existem candidatos e partidos que facilmente podem ser identificados dentro dessas recomendações. A escolha será sempre de cada um de nós, e as consequências da mesma forma, sempre serão sofridas por cada um de nós.

 “Ai daqueles que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores para privar os pobres dos seus direitos e da justiça” (Isaías 10, 1)

 Colégio Episcopal da Igreja Anglicana no Brasil

Revmo. Miguel Uchoa Bispo Primaz Diocese de Recife (PE)

Revmo. Evilásio Tenório Bispo Auxiliar Diocese de Recife (PE)

Revmo. Marcio Medeiros Meira Diocese de João Pessoa (PB)

Revmo. Marcio Simões Diocese de Vitória (PE)

Revmo. Bispo. Flavio Adair Bispo Missionário Recife (PE)

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